quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

PARA QUÊ ORAMOS?

A palavra "oração", de algum modo, é romantizada por escritores e explicada de maneira poética e singela, como uma forma de promovê-la entre os crentes. Mas para que serve a oração? Para muitos, é uma espécie de "amuleto" de proteção. Há até mesmo aqueles que dizem que quando não oram antes de sair de casa, dá tudo errado. A oração também é usada em momentos específicos em que o crente depende de algo, ou busca uma resposta ou confirmação de Deus. A resposta de Deus não seria algo místico, sobrenatural, como se já não fosse explicitado em sua palavra e necessitasse de novas revelações. Mas a oração é, também, o que muitos consideram como a "respiração da alma." 
Jesus ensinou seus discípulos a orar, com a oração do Pai Nosso. Essa oração é mais uma declaração que damos a Deus de que reconhecemos sua Senhoria e poder sobre todas as coisas. Não é necessário pedir pelo pão, porque Ele provê tudo, quer para os justos e os injustos; os bons e os maus. O perdão, Ele dá a todos os que se arrependem, e nada acontece no mundo sem a sua permissão. 

O clamor a Deus para atender a oração que fazemos, não é garantia de que seremos atendidos da maneira como pedimos. A oração, por si mesma, não nos torna privilegiados diante de Deus ou como alguém superior diante dos homens. A relação com Deus por meio da oração, não tem a ver com a oração formal que aprendemos, em que precisamos de um lugar especial, ou de um ritual. O crente, transformado por Cristo mantém o espírito de oração em todo o tempo. Mas essa etapa na vida cristã é alcançada no momento em que o crente começa a seguir o conselho dado pelo próprio Deus em II Crônicas 7:14: "E se esse meu povo, que se chama pelo meu Nome, se humilhar, orar e buscar a minha face, e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e seus erros e curarei a sua terra".

Oração por mudança de vida e comportamento cristão não deve ser apenas oração, mas uma confissão, admitindo a necessidade de mudança e pedir para que Deus o ajude a vencer as dificuldades para superar tudo aquilo que o afasta de sua vontade. Aliás, Deus conhece a cada um, e os desejos do coração. 

A resposta de Deus a oração é condicional; depende mais de nós, do que do próprio Deus. O poder é dEle, e Ele age conforme os planos dEle, que se inicia por seu convite de uma mudança em nós. É a nossa confissão, arrependimento, mudança de rumo que nos fará sentir a atuação de Deus em nossa vida. 
Até quando vamos orar a Deus pedindo mudança, e continuar fazendo a mesma coisa? Se não haver em nós a disposição de reconhecer as nossas faltas e pecados, confessando-os, e nos convertendo dos maus caminhos, nossa oração será em vão. Até quando vamos orar para cumprir um protocolo de crente, mas não colocar sentido naquilo que oramos?

O "sacrifício" de que necessitamos é mais do que aquele comportamento mecânico e habitual, como tirar tempo para orarmos antes de dormir e depois de acordar; antes de sair para o trabalho e ao fazer as refeições. 

O sacrifício de que necessitamos é do "culto racional." Se a nossa mente estiver ligada aos propósitos de Deus e sua vontade para a nossa vida, nada pediremos a Ele, mas o bendiremos e o exaltaremos em todos os momentos, em todas as nossas ações. Isso faz de nossa vida uma constante oração. Oração em louvor a Deus, entendendo que somos dEle e que sua manifestação em nossa vida, revelará os seus frutos. O socorro, o consolo, o conforto, a paz, esperança, confiança não é apenas o resultado de oração, mas da presença de Deus em sua palavra e em suas promessas reveladas a nós, por Jesus. Oração sem o entendimento sobre as promessas de Deus e de seu plano para a humanidade, torna-se apenas um "amuleto" ou uma "invocação" apenas para atender às nossas necessidades materiais.