terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

APROVADO POR DEUS. APROVADO PELOS HOMENS.

Ser aprovado por Deus, ao mesmo tempo em que é aprovado pelos homens, é possível? É importante observar alguns pontos. Se alguém é aprovado pelos homens no mundo sentindo que, ao mesmo tempo é aprovado por Deus, ou o mundo criou um deus à sua própria imagem, ou o mundo está mesmo vivendo segundo os planos de Deus. Um sistema organizado que deve se adequar aos conceitos do mundo para a sua operação bem sucedida, corre grave risco de se afastar do sistema divino de ação. 

..."não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus".
Tiago 4:4. Essas palavras não foram ditas para os que são amigos do mundo, mas para os professos amigos de Deus que coxeavam entre dois pensamentos. 


Ao longo da história, ser aprovado e qualificado para um posto importante, passa pelo crivo de um sistema "imperante". Logo, ser aprovado, ter crédito nesse sistema, não significa muito, quando existe um confronto com a verdade. Mas dificilmente a verdade ganha espaço num sistema acomunado com interesses que, em cuja verdade não se estabeleceria. 

É muito comum os grandes sistemas e corporações fazerem se tornar desacreditados aqueles que destoam de seus interesses. Ou seja: "O errado é sempre aquele que sai do meio deles, os ditos rebeldes e revolucionários." O sistema operante e imperante, tem legalidade para assim agir, segundo seus parâmetros instituídos. 

É o que vemos ocorrer na política. Por mais verdadeira que sejam as denúncias - que em nome da honra, alguém venha fazer-, de imediato a "força tarefa institucional", legitimada, documentada e aprovada, passa a desqualificar aquele que se diz independente. 


Não se dá crédito, por exemplo, a jornalistas que se dizem independentes, que fazem denúncias nas redes sociais, exatamente porque não tem a aprovação de uma mídia legalizada, que cumpre suas obrigações como concessionária do governo. O que importa nesse caso é o compromisso e o comprometimento. A que causa as instituições organizadas estão a serviço? Os interesses que defendem são além de legais, morais?

O próprio Cristo quando aqui esteve foi desqualificado e discriminado pelo sistema que imperava naquele tempo. 
Foi chamado de "belzebu" o príncipe dos demônios, por expulsar os demônios; foi discriminado por não ter uma linhagem nobre e qualificada para a proposta que veio executar; foi chamado de "comilão de carne e beberrão de vinho", porque estava entre os pecadores e publicanos (Mateus 11:19). Por isso, tenha cuidado quando alguém dentre vós, os pequeninos socialmente indefesos, estiverem sendo pisados, perseguidos e apontados por um sistema que tem todo o poder nas mãos. Cuidado ao dar ouvidos a quem se levanta contra quem não tem poder de reagir. 


Na verdade, a "sociedade organizada" nunca se livrou dessa marca: avaliar as pessoas segundo os conceitos e preconceitos que estabelecem como regra de conduta. A liberdade com que Deus dotou os seres humanos, está cada vez mais a serviço da escravidão que impera no mundo. Uma liberdade "vigiada", uma perseguição velada que traz um sentimento perturbador do espírito, entre fazer a vontade dos homens e a de Deus, assim se iniciam os sintomas da "esquizofrenia espiritual". 

É preciso se encaixar nessa fôrma, criada pelo sistema, para deter o controle sobre a maneira de agir e pensar das pessoas. Isso é grave. Mas essa é a verdade humana. E assim se manifesta e será até o fim. 

A sociedade, e até mesmo o sistema religioso, está longe de agir em conformidade com o olhar de Deus, pois não se submetem aos critérios que Ele usou, até mesmo para a escolha de seus discípulos. Os homens são inseguros, porque deixaram de confiar a Deus os seus negócios. 

Mas, quando é que praticaremos as palavras: "Mais vale obedecer a Deus do que aos homens", quando o sistema anticristo adota seus padrões de conduta contrários aos atributos de Deus que é o seu caráter? 

Já não é tempo de observarmos mais os critérios com que Deus trabalha com os homens? Até quando estaremos usando critérios humanos, com olhar humano, julgando as pessoas pelas nossas suspeições? Até o momento em que esvaziemos o nosso "eu", permitindo que nossa vida seja conduzida por Deus.