segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

"SE IGREJA FECHAR NO PAÍS, MERGULHAREMOS NO CAOS SOCIAL"

           
Esses dias conversava com dois amigos, aliás, eu estava no estúdio de rádio visitando velho amigo Ferrari, quando chegou o professor de sociologia da UNIRP, Luciano Alvarenga, que era o convidado do programa. Comentávamos em off sobre o papel da Igreja na sociedade e a ação relevante que sempre teve ao longo da história para dar um norte ao ser humano.  

A partir desse comentário, Alvarenga considerou que as igrejas desenvolvem um trabalho local e passa a conviver com a realidade dos indivíduos, enquanto que no caso do governo, em suas ações sociais, ele não tem a possibilidade de dar esse acompanhamento de perto. "Mas o governo quer concorrer com as igrejas que sempre deram assistência às pessoas com alimentos, roupas e remédios, com a contrapartida de mudar a vida dessas pessoas na questão espiritual" - disse o professor que não pertence a nenhum grupo religioso. 
Ferrari em seu programa de rádio


"O governo dá um cartão para saque de benefício ao cidadão, mas não sabe o que se passa com ele." 

A nossa sociedade foi estabelecida com base em crenças religiosas, valores morais e familiares e respeito ao outro. 

"Enquanto o governo perde o controle sobre o tráfico de drogas, igrejas trabalham para recuperar dependentes". 

"Quando o governo esvazia as igrejas, pelo fato de levar pessoas a não dependerem mais desse tipo de ajuda dos grupos religiosos, por outro lado marginaliza a sociedade, pois a religião imprime valores aos indivíduos."
Professor Luciano Alvarenga


Luciano Alvarenga acredita que, "se as atividades religiosas forem cessadas no País durante um mês, por exemplo, o caos social se instalaria de maneira generalizada".