quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O PASTOR UNIVERSAL

               
Disse Jesus: “E conhecereis a Verdade, e a verdade vos libertará” – João 8:32.
Esta mesma palavra não surte efeito do homem dizendo para outros homens. De mentirosos dizendo para mentirosos Essa “verdade que liberta” não está na dimensão do homem para o homem.
            É o conhecimento da verdade que liberta o indivíduo. A verdade é cristalina, pura, incontaminável. Ao encontro dela cai por terra todas as teorias, crendices, doutrinamentos.
O que se observa é que a humanidade, ao longo da história,  em diversos grupos distintos, tentam impor verdades, confrontando fatos e argumentos; emaranham-se em suas contradições.Verdades que precisam de retoques, restaurações. 
           Se a verdade da qual falamos, depende de outros elementos ou outras “verdades” para prová-la, essa verdade é discutível no âmbito terreno. Se é necessário dar explicação para a verdade, nem sempre encontrará o seu lugar.
       O conhecimento da verdade é para a libertação pessoal. “A verdade vos libertará.” Jesus falava aos judeus, o povo que o havia rejeitado porque estava preso às suas próprias verdades, mas essa verdade da qual Jesus falava, e que representava a si mesmo, é que será o crivo para que cada um julgue-se a si mesmo.
       Foi assim que Jesus tratou os fariseus que levaram diante dEle uma mulher que havia cometido adultério para que fosse apedrejada como dizia a lei. Jesus levou aqueles homens a refletirem sobre si mesmos, sem grande discussão, sem criticá-los. A verdade gera um efeito de mudança.

      Os Judeus não se sentiam escravos para ouvir alguém dizer-lhes que precisavam de libertação. Jactavam-se por serem filhos de Abraão e nunca terem sido escravos de ninguém.

   
Pregar uma verdade “esquecida” não deve ser preocupação que ocupe a vida em primeiro lugar. Viver essa verdade para que resplandeça como luz em nós mesmos não se perde em meio às falácias dos que reivindicam ser os “guardiães” da verdade a qual o mundo precisa conhecer. Verdade esquecida é aquela outrora praticada e que, por diversos motivos, aos poucos, foi deixada de lado pelas misturas com outras verdades. Essa verdade nunca será esquecida definitivamente. Mas observe: uma verdade só é esquecida por quem um dia teve conhecimento dela. Atualmente observa-se que as religiões estão entrando em diversas áreas para chamarem a atenção para suas verdades. As igrejas falam de comportamento, sexo, família, finanças; saúde e beleza. Usam determinada verdade para refutar outras. Mas nada disso é a verdade que liberta. É a discussão sobre comportamentos, teses, antíteses na esfera imperfeita do ser humano que busca adequar-se ao que lhe é confortável. A verdade que liberta é a que muda a vida em todos os seus aspectos, e é dessa verdade que nos afastamos e acabamos nos confortando com assuntos periféricos.  Discutem o que o mundo discute, mas sem nenhum chamamento para a verdade da qual Jesus disse. E ainda há tantos agindo como aqueles que se diziam livres: “Vocês coam uma mosca e engolem um camelo.”  Ainda continuamos discutindo efeitos; pormenores humanos; criamos teses e sermões com base no comportamento da sociedade no mundo, e isso pouco resultado traz. Aliás, o mundo se especializa muito mais nas áreas que muitos crentes se arriscam entrar. Acabamos nos confortando por acreditarmos nas mesmas coisas, em possuímos a mesma verdade, mas não produz frutos em nós mesmos. Caímos na tentação dos Judeus: “Temos como pai Abraão; nunca fomos escravos de ninguém.” Mas foi a estes que Jesus disse: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Enquanto a verdade que conhecemos for usada para contrapor “as verdades do mundo” e mostrar que temos a razão, essa verdade estará apenas sendo discutida e continuaremos “gritando” para que o mundo nos ouça. Esse papel não cabe a nós.
          Alardeamos que as “pedras estão gritando” quando o mundo descobre e divulga verdades que julgamos conhecer a mais tempo. Mas, de que valeu isso? Não estaríamos sendo orgulhosos e jactanciosos? Os propósitos de Deus para a humanidade tem sido cumpridos ao longo dos tempos e precisamos entender que o plano de Deus é com a humanidade e, ao mesmo tempo, com cada indivíduo que conhece a Jesus – A verdade. Se Deus usou a mula de Balaão para que ele O reconhecesse, é Deus quem cuida de sua verdade, porque ela diz a seu respeito. E Ele usa a quem lhe aprouver.  
Preguemos, pois, o Evangelho. Vivamos os ensinamentos de Jesus e seus mandamentos. Resgatemos em nossa vida os sermões que Jesus pregou a seus discípulos. Seus ensinamentos ultrapassam gerações. Não estão escondidos com um povo, mas Ele se revelou aos homens.
"E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim". João 12:32.
Jesus é a Verdade. O pastor Universal que a todos diz: “Vinde a mim...”