quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O PAPA TAMBÉM FALHA

Recentemente o Papa Francisco flertou com homossexuais e agora corteja a teoria evolucionista que trata sobre a origem do Universo, temas que dividem posições, se confrontadas pela Bíblia. É possível que essa aproximação do líder religioso esteja mais interessada em tornar a Igreja Católica mais bem aceita no mundo pós-moderno por manter uma postura mais permissiva e menos protestante aos comportamentos sociais, opções ou crenças que fogem dos princípios Cristãos. 
O discurso do Papa sobre os homossexuais não representou nada além do que os cristãos já praticam: o respeito, a aceitação do ser humano. Mas não é isso que está em jogo nesse tema tão sério, que vai além da questão das relações sociais, mas relaciona-se aos "frutos da carne", as "paixões baixas" sobre as quais Deus vai intervir. "A prostituição, a impureza, e o apetite desordenado; a cobiça e a idolatria."

Ao falar para os que defendem a teoria evolucionista, o Papa pôs em xeque a crença cristã do criacionismo e da literalidade como a Bíblia descreve sobre a Criação do Mundo. O Papa considerou o Big Bang, a explosão cósmica que, segundo a teoria da evolução, teria criado o Mundo. "Deus não fez mágica."  - disse o Papa.
Mas a Bíblia considera que Deus falou, ordenou, e tudo se fez. (João 1:3). Aí aparece o verbo fazer. A Bíblia fala de um mundo Criado. Negar a criação, seja qual for a força de expressão que se utilize, é negar o Criador. 

O reconhecimento de Deus como o Criador é fundamento da fé cristã. O Deus criador não aparece no Gênesis, mas também no Livro do Apocalipse, cujo verso chama a todos à adoração àquele que fez o Céu, a Terra, o mar e as fontes das águas." O cristão que crê na Bíblia não pode negar que também é "feitura" de suas mãos. 
Esse é o ponto que torna estranha a posição do Papa. Um equívoco teológico, ou atitude proposital visando outros interesses. 

Abrir mão da influência no mundo, para ser influenciado pelo mundo. "...não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus." (S.Tiago 4:4).

Não se trata de odiar, guerrear contra pessoas. Significa não compactuar com os erros e seus desejos e cobiças contrárias aos propósitos de Deus. O líder religioso tem um papel fundamental na instrução e condução das pessoas, despertando-as da necessidade de um encontro com Deus pela comunhão com Ele.
Esta pode ser uma nova falha da Igreja Católica como "representante de Deus na Terra" como se autointitula. 

O discurso em cima do muro vindo do Papa, tem confortado corações que pretendem viver conforme seus conceitos e paixões, fazendo com que essas práticas não configurem "pecado" contra Deus. Isso pode causar mais dano à sua própria vida, pois pela representação que é diante do mundo, deixa de cumprir seu papel de reconciliação do homem com Deus. A Igreja não deveria perder sua identidade segundo os planos de Deus avançando em estratégias humanas para torná-la popular e menos rejeitada. 

"E digo-vos, que todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. Mas quem me negar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus." 

O Papa é falível, sim.  E como tal, precisa reconhecer seus erros e sua responsabilidade sobre a maneira de crer dos povos. Como haveremos de ter uma só fé, se "a fé vem pelo ouvir, e o ouvir a palavra de Deus?"  Como ter um só senhor, se ele se divide e se desconecta de sua palavra?


A Igreja Católica pelo Papa João Paulo II no ano 2000 reconheceu várias falhas cometidas no passado,inclusive contra os Judeus. A postura do novo Papa em relação a temas pós-modernos, com respostas relativistas, pode ser as falhas da modernidade, das quais poderá não ter tempo de se arrepender. 

"Temei a Deus e dai-lhe glória, pois vinda é a hora do eu juízo, e adorai aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas." (Apocalipse14: 7).