sábado, 18 de outubro de 2014

A "ELITE" ASSALTANTE

O Jurista Helio Bicudo, ex-filiado do Partido dos Trabalhadores em declarações postadas em um vídeo na rede social declarou que não sabia que o Lula queria chegar ao poder apenas para uma satisfação pessoal. O jurista chegou a afirmar que Lula e seus filhos, estão hoje entre os mais ricos do Brasil. “Conheci um Lula quando ele vivia em dificuldade. Morava em um cômodo de 40m2. De onde vem toda a fortuna do Lula e seus filhos? É só uma pergunta, que fica só na pergunta” – enfatizou.
Não faz muito tempo, o senador pelo Pará, Mário Couto, denunciou na tribuna,  que a Polícia Federal está no encalço do filho do ex-presidente para investigá-lo “por enriquecimento sem explicação”. De acordo com o senador, Lulinha seria dono de muitas  terras no Estado do Pará, e tornou-se  um grande criador de gado. “O Lula não podia, mas mandou o filho” – acusou o senador, acrescentando que o filho do ex-presidente é sócio da Friboi, frigorífico que teria recebido uma verba de R$ 30 bilhões de reais da presidente Dilma Roussef.
Não é de hoje, acusações que apontam para enriquecimento ilícito recaem sobre petistas. O discurso de estar ao lado dos pobres defendendo suas causas, engrossando o tom contra “as elites” aos poucos vai perdendo força com fatos que sugerem que o grupo está formando  uma  outra “elite que, diferente da primeira, usurpa do poder público, enquanto a outra “elite” formou-se de seu próprio trabalho, mérito pessoal, entre outros meios, sem apoderar-se do que é bem público.
Lula admitiu que aceita a ideia de roubar do rico para dar aos pobres. Essa mentalidade parece que se concretizou em sua própria vida. “Os ricos” são o Estado e os pobres são os “petistas” e seus militantes, que encontraram um meio de subir na vida com o patrocínio do governo de seu partido. Querem fazer da Nação um bem particular.
O ex-senador "Mão Santa" disparou certa vez: "O Lula sempre foi um bom vivant desde os tempos de sindicalista. Hospedava-se em hotéis de luxo de Paris; curtia bebidas finas e charutos cubanos e nem se preocupava em saber quem pagava suas contas." 
Parece que poucos  tem a curiosidade de comparar a vida desses líderes do partido antes e depois de chegarem ao poder. O que eles conseguem fazer  é colocar os pobres contra os ricos e julgar a forma como adquirem seus bens, como um confronto mostrado em um vídeo na internet quando uma militante do PT agrediu jovens que faziam campanha para o candidato de oposição, vociferando palavrões e acusando-os de fazerem parte da elite, chegando até a criticar o carro de um dos jovens estacionado à beira da praça: “Foi comprado com o seu dinheiro, ou com o dinheiro do papaizinho?” – provocou.
E o que dizer dos bens desses “socialistas” que em vez de servir à Nação, servem-se dela como uma propriedade privada?

A “elite” que se formou do assalto aos cofres públicos, com desvios milionários e lavagem de dinheiro, é a elite enfurecida contra a outra que a critica. O tom desse discurso acaba desviando os olhares para a profundidade dos problemas que o Brasil vem enfrentando pelo “aparelhamento do Estado.” 
O uso indevido dos Correios para ajudar na campanha da candidata Dilma Roussef à reeleição tem a ver com as mudanças de diretoria com a substituição de profissionais técnicos de carreira concursados, para militantes do partido. Militantes petistas estão espalhados por empresas estatais assumindo cargos majoritários, sem preparo para o desempenho de suas funções, mas tornam-se figuras representativas do governo para facilitar a continuidade do projeto de poder do partido.
A política brasileira tem feito uma nova elite que se constrói
por apropriação indevida dos bens da Nação. 

Mas a verdade aos poucos, vaza, graças à imprensa, acusada de golpismo.  Tardiamente o governo admite, depois de tantas negativas e de afirmar que as denúncias representam um golpe dos opositores. A cortina de fumaça está se dissolvendo e não resiste mais à ventania. Os fatos tem mostrado que a escamoteação, agora está vindo à tona, às claras. O governo negar isso à essa altura é  tão prejudicial quanto admitir, pois essa admissão ocorre como uma obrigação no momento em que não encontra mais saída para esconder. 
Até quando teremos que ouvir passivamente e aceitar as explicações que o governo dá, se a admissão de seus erros ocorre depois de tantas negativas? Será que já não perdeu a credibilidade?
O escândalo do mensalão que foi comprovado pelo julgamento que condenou os envolvidos, ainda é minimizado pelo governo. Os principais responsáveis tiveram o direito de responder pelo crime em casa. O ex-presidente Lula ainda diz que “essa história será recontada.” Mas quando, e por quem? Será que diante de todo esse cenário o governo pode fazer planos para o futuro com esse passado sombrio?

Há muita coisa obscura. E não podemos mais continuar no escuro. Quando um governo admite que errou - e que os erros devem servir de lição –, o discurso parece mais aquele conselho que é dado a um jovem inconsequente que não sabe direito o que quer da vida.Não se faz governo como em laboratório de experimentos. É preciso saber o que se faz. No discurso de posse, Dilma disse que não podia errar. E errou. Muito. O problema é que o erro de um presidente compromete o interesse nacional, fazendo valer seus interesses pela manutenção no poder. Não é honesto alguém se dispor a continuar, depois de perder o controle da Nação, enquanto a insatisfação se espalha por todo o país. Mas como esperar honestidade de quem admite que todo mundo corrompe e que a corrupção faz parte da vida? Não é essa a lição que damos aos nossos filhos.