quinta-feira, 16 de maio de 2013

NA HORA "H"...FORA DE CENA

Ator tem 77 anos
Ele é um famoso ator Francês, que brilhou nas telas da televisão e do cinema. O célebre galã Alain Delon reconheceu à uma revista que a morte é a única certeza que se tem e que não gostaria de morrer sozinho. Aos 77 anos ele diz que perdeu "a paixão" pelo mundo que o rodeia e que passa a maior parte de seu tempo "à toa", rodeado de seus animais de estimação enquanto tenta desfrutar ao máximo de seus filhos e seus netos. E declarou: "Fui tão feliz como não se pode ser toda a vida". Sempre cercado de beldades, o ator fez sonhar milhões de mulheres de todo o mundo. Nascido em 8 de novembro de 1935, Alain Delon participou de mais de 100 filmes em 50 anos de carreira.

Essa atitude, por um lado, pode despertar muitas especulações até mesmo sobre sua saúde: poderia ele estar deprimido ao dizer publicamente o que normalmente não se espera de um astro hollywoodiano, mesmo com sua idade considerada avançada? O que pensariam, por exemplo de um jovem ao dizer essas palavras? Seria o fim da vida, ou o início de novas perspectivas, com olhares voltados para o que se considera algo superior ou maior do que se pode conquistar como merecimento, aplausos, ou até mesmo algo que nos faz sentir melhores pelos efeitos que geramos nos outros? Seria uma nova perspectiva de vida, na qual nos reconhecemos diante da transitoriedade e da instabilidade humana? Mais cedo ou mais tarde, alguns entendem que na vida há tempo para todas as coisas e essa percepção faz reconhecer que há algo muito mais importante na vida que merece dedicação maior. Para muitos é estar ao lado dos filhos e netos depois de ter cumprido seu papel profissional.
No auge da fama

De fato, o alcance da maturidade espiritual, pode ocorrer não só com a idade avançada. Há muitos hoje que desejariam aproveitar melhor o tempo e não viver escravizado pelas coisas, pelos holofotes da fama, levando uma vida dando mais satisfação ao público, do que dedicando tempo a si mesmo e a coisas que edificam. É preciso colocar na balança as nossas escolhas e ações, e perceber o que tem valido a pena. Talvez desfrutar de uma vida tranquila na velhice, depois de ter feito tudo, e sentir-se realizado seria mais cômodo para os que trabalharam para ter sossego nessa fase da vida. Mas o que importa é perceber se o ritmo de vida que levamos pode nos trazer no futuro a tranquilidade e a felicidade que almejamos. Todos nós passamos situações difíceis na vida até alcançar a maturidade, quando começamos a aprender com nossas próprias experiências ou com as experiências alheias que observamos. Alain Delon declarou que "viveu uma felicidade que não pode ser vivida toda a vida." Mas por que não? Algumas vezes canalizamos a sensação de felicidade nos momentos que vivemos, e essa pode ter sido a experiência do ator, quando estrelava em sua brilhante carreira, usufruindo de todo bem que poderia desfrutar por suas influências no meio em que vivia. Se ele atribuía sua felicidade a esses momentos, é certo que essa "felicidade" tenha passado. Mas podemos tornar a felicidade permanente, quando encontramos motivação para ela em outros aspectos da vida. Hoje ele diz que vive a vida convivendo com seus netos e seus animais de estimação. Não quer dizer que hoje, numa outra realidade não possa encontrar motivação para a felicidade diante de sua nova experiência. Todos nós podemos trocar uma "felicidade" por outra. Felicidade tem a ver com contentamento em cada fase da vida, diante de realidades que não podemos mudar, mas encarar cada momento com sabedoria.Com esse entendimento, a frase: "Eu era feliz e não sabia" não fará parte de nosso vocabulário.

Seja como for, a decisão sobre como queremos viver a vida, depende das escolhas que fazemos, das prioridades que elegemos. Finalmente, todos vivem. O rico e o pobre. Os "bem e mal resolvidos". Os precipitados e os cautelosos. Com dificuldade ou não, todos seguem o curso da existência, cada qual enfrentando as consequências de suas ações. O que diferencia não são os problemas ou desafios que enfrentamos, o temperamento que temos ou condições sociais. É como nos enxergamos diante disso e o que fazemos para melhorar o que achamos que precisamos. Não são problemas maiores ou menores. 

Eles são proporcionais às nossas ações, aos nossos movimentos, aos nossos sonhos. As consequências são maiores ou menores de acordo com a energia que desprendemos para alcançar o que almejamos.   Aqui cabe o que disse o Sábio Salomão: “Na vida, tudo é vaidade e correr atrás do vento”. Mas se pararmos nesse ponto, viveremos uma vida medíocre, que se resume unicamente no que fazemos, no que conquistamos, ganhamos ou perdemos. Mas é preciso alimentar algo mais profundo e significativo dentro de nós que é a esperança de uma vida futura. O conselho de Jesus é: escolha a vida para que viva.