sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

SE O MUNDO TIVESSE ACABADO, ONDE VOCÊ ESTARIA AGORA?



Elias Teixeira
É comum observarmos agora muitas pessoas  ironizando, ridicularizando, desdenhando, tripudiando a “profecia” não cumprida dos  Maias sobre o fim do mundo. Neste ponto, crédulos, engrossam o coro dos incrédulos. Muitas vezes, apresentamos até a nossa verdade com certa "arrogância" pelo conhecimento adquirido. Mas o que devemos pensar, não é apenas sobre a questão de que “o dia e a hora ninguém sabe”, como o próprio Jesus disse aos discípulos em Mateus 24, diante da preocupação deles sobre o tema, sem que isso desperte em nós a necessidade de  preparo para esse grande acontecimento.  Algo  importante devemos perceber em nós mesmos, diante deste fato. Se por profecia frustrada continuamos levando a vida do mesmo jeito, valendo-nos da crença de que o dia ninguém sabe, ou pelo que popularmente as pessoas costumam dizer: “o mundo não vai acabar, quem acaba são as pessoas”, o que seria de nós, se o mundo tivesse acabado mesmo? Qual teria sido o meu e o seu destino?
Se diante de uma “profecia” anunciada continuamos a viver do mesmo jeito, assim como foi nos dias de Noé, imagine como estaremos quando, de fato, o mundo acabar sem nenhum aviso prévio?

O que tem ocorrido ao longo dos tempos, pode ser uma maneira de banalizar um tema de importância tal, porque dele dependerá a mudança de atitudes; mudança de vida, a revisão de nossos conceitos, e parece que não é isso que essas “profecias” tem despertado. O coração humano está cada vez mais descrente. Se hoje é mais fácil aceitar a ideia do fim do mundo, por depararmos com situações desesperadoras em todos os setores da sociedade, como violência, desrespeito às coisas santas, a falta de amor, guerras, terremotos, catástrofes naturais, entre outros dramas, por outro lado, cientistas e estudiosos  tentam explicar esses episódios de maneira tal que muitos acabam aceitando como sendo algo que acontece por motivos razoáveis, e que não haveria nada de anormal nessas condições. Psicólogos explicam o que acontece com o comportamento humano, o porquê da violência; conselheiros falam sobre a desagregação da família, mas  pouco ouvimos sobre a direção que se deve tomar para que essas falhas sejam corrigidas. E assim nos acostumamos, nos protegendo, segundo as orientações que recebemos para vivermos em paz, tranquilos. Aprendemos a conviver com as nossas dificuldades, utilizando-nos dos nossos próprios métodos, com o  que chamamos de “inteligência emocional”, e para nós, parece que a  vida é assim mesmo. Cada um tem que cuidar de seus próprios assuntos, lutar com suas próprias forças. Defendem-se que a paz social virá pela educação; que a corrupção acabará quando o país tiver consciência política pelo interesse da população em lutar por seus direitos. E assim levamos a vida, nos adaptando com as mazelas, nos acostumando com a zona de perigo, tendo cuidado para não nos aproximarmos dela. Comemos o nosso próprio pão, buscamos a riqueza para nos fartarmos, sentimo-nos em muitos momentos "enriquecidos" e sem falta de nada, e o mundo para muitos, parece ainda o melhor lugar para se viver. A ciência desenvolve estudos para melhorar a expectativa de vida das pessoas; ousam em pesquisas milionárias na tentativa de retardar o envelhecimento e realizar pesquisas para a cura de várias doenças. Por outro lado, somos sugestionados a acostumamos com a morte, como sendo o “caminho de todos nós” e a única certeza que temos, e que morrer não é algo tão ruim como dizem. Alguns consideram a morte apenas como uma "passagem" para um lugar melhor.  Admitimos a idéia de que se não podemos mudar algo, devemos aceitar. Sob muitos aspectos, a humanidade cria seus próprios meios para viver bem diante de tanta maldade existente, dos contrastes sociais e morais, que caminham lado a lado conosco. Assim vivemos, como se aqui fosse a nossa casa definitiva, o nosso lugar, e do nosso jeito criamos mecanismos de defesa para sobrevivermos.

A vida segue, despreocupadamente.
Mas o fim do mundo é  real. Não são as pessoas que vão acabar apesar de muitas terem morrido ao longo da história da humanidade sem que o fim ocorresse como também ouviram que  aconteceria. “Um dia, todos comparecerão ao tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiverem feito por meio do corpo”. (Romanos 14:10)

Não é aqui que vamos passar a eternidade.  “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim  mesmo, para que onde eu estiver, estejais vós também”. (João 14:1-3)

Os homens querem de todo  jeito  escaparem de um futuro destruidor. As investigações e expedições espaciais para as quais  investem-se bilhões de dólares na tentativa de descobrir vida em outros planetas,  pode ser um meio para levar os mais ricos para um lugar “fora de perigo”, desprezando o que Jesus oferece: “Vou preparar-vos lugar”.



Há sim, por parte dos que conhecem as condições de nosso planeta, como doenças, a superpopulação, entre outros dramas, o conhecimento de que num futuro pode haver um colapso, mas dificilmente atribuem essas coisas às profecias de Jesus, e procuram por seus próprios meios buscarem uma saída. Mas Não haverá como fugir:  “Quanto à tua terribilidade, enganou-te a arrogância do teu coração, tu que habitas nas cavernas das rochas, que ocupas as alturas dos outeiros; ainda que eleves o teu ninho como a águia, de lá te derrubarei, diz o SENHOR”.  (Jeremias  49:16 )

O mundo de então foi destruído pela rebeldia humana, por não dar atenção às palavras de vida e às orientações para a felicidade. Os homens vão construindo seus próprios caminhos, segundo seus desejos e paixões.



As tentativas humanas são vãs.  Há os que equivocadamente se protegem em lugares que consideram seguros, mas não há lugar seguro que venha nos proteger da destruição daquele dia: Pois eis que vem o dia, arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que obram impiedade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz Jeová dos exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo”.  Malaquias 4:1.

E assim vivemos nossos dias
Mas este mundo vai acabar. Haverá o dia final. O que importa é saber como estamos hoje. De que maneira estamos guardando as palavras de Jesus em nosso coração e ansiando por sua volta?



O Mundo não acabou. Mas o dia acabará hoje quando o sol se pôr. O que estamos dispostos a fazer neste dia, para que não corramos o risco de viver na zona de conforto? Entra dia, sai dia, e a tendência é nos acostumarmos com o susto e a posterior tranquilidade; com o alerta e com o "descanso"... e assim o mundo vai...

Do mesmo modo, vivemos preocupados com a nossa vida. O que comer, o que vestir...