segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O BRASIL MUDOU MESMO!



Qual é a cara do Brasil?

 O Brasil mudou:  

perdeu a energia combativa por também corromper-se, vendendo seus valores. São corruptos dominantes por corruptos dominados.

 O governo tem suas orquestrações para minimizar a importância da mídia pela qual a população torna-se pelo menos informada do “fogo que há por trás da fumaça”, na tentativa de torná-la desacreditada. No regime democrático, a punição aos meios de comunicação não se dá por morte ou prisão e o fechamento de empresas jornalísticas, pois isso representaria ato criminoso por parte do governo. Mas essa ‘punição’ começa a partir de uma guerra ideológica e lavagem cerebral, pois quem detém o poder tem mais força de manipulação, lançando mão de  recursos no momento conveniente para colocar em dúvida o que a mídia divulga. Por outro lado, há empresas de comunicação que se sustentam em grande parte por meio de publicidade de empresas estatais e notícias de sua assessoria da imprensa que desembolsam milhões para patrocinarem programas, grandes eventos, etc., não só no âmbito federal. O governo tem um batalhão de militantes por todos os lados, no sentido de ser uma ‘tropa’ trabalhando para desviar o foco das discussões. As sucessivas críticas à mídia, acusada de manipuladora, partindo de grupos ligados ao governo, que se espalham pelas redes sociais, não mais nos meios de comunicação convencionais, que também exercem grande influência na sociedade, por teoricamente ‘representar o povo’, tenta colocar a opinião pública contra os meios de comunicação que deveriam representar os interesses dos cidadãos. Já não era de se esperar o contrário. Desde o início do governo petista, ele já demonstrava preocupação com a mídia, inclusive o PNDH 3 prevê seu controle, de acordo com os critérios que o próprio governo estabelece. Várias vezes em discursos públicos, o então presidente Lula de maneira agressiva demonstrava seu ódio à imprensa por suas várias tentativas de expor à opinião pública as mazelas do governo  que a longo prazo acaba afetando a vida da nação. 

Esta é uma sombra que assusta por muitos anos países ditadores, que cerceiam a liberdade de expressão, prendem, caçam, e fecham veículos de comunicação, porque a ditadura dá legitimidade ao governo de agir quando se sente ameaçado em seu projeto de poder. Seja de que maneira observamos a mídia hoje, a verdade é que todos os meios de comunicação também estão a serviço de interesses que desconhecemos como cidadãos e consumidores de informação, mas tudo fica no campo das hipóteses. O mesmo (campo das hipóteses) não acontece quando o governo age de maneira demasiadamente corrupta, pois a população sente seus reflexos na saúde, educação, segurança, entre outros direitos garantidos pela constituição, ainda que tente mostrar-se simpático ao povo por meio de medidas populares para arrefecer o descontentamento em questões mais importantes. A discussão sai do campo hipotético, mesmo que o governo insista em dizer que tudo não passa de manobra política para desestabilizá-lo, pois fica uma sombra a ser dissipada. O governo, com todo o poder de ação nas mãos, continua passando-se como vítima de 'forças ocultas' que tentam derrubá-lo ou manchar sua imagem diante da opinião pública. E mais uma vez levantam fantasmas do passado para diminuir suas responsabilidades do presente. Mas, a quem interessa a perpetuação de governos corruptos no poder? A quem interessa as denúncias gravíssimas de corrupção que ocorre nos bastidores do governo?  Por que ainda observamos a defesa dos acusados de crimes contra os cofres públicos, considerando-se inocentes mesmo depois de julgados?

Por que se calam aqueles que acusavam e não acusam mais? Quem tem o maior poder de fogo nessa briga? É quem pode pagar, ou quem recebe?
A mesma ‘força oculta’ que o governo suspeita de perseguição, é a mesma ‘força oculta’ que faz com que os perseguidores diminuam o tom, pelo menos diante da opinião pública que está muito distante do que realmente ocorre nos bastidores do poder, na 'calada da noite', por trás das cortinas, com os microfones fechados e câmeras desligadas. Essas coisas não interessariam ao povo? Como um governo que é levado ao poder pelo povo se recolhe ao direito de fazer algo às escondidas? Que democracia é essa que sonega do povo que elegeu seus representantes informações consideradas sigilosas? O que haveria de monstruoso por trás das cortinas do poder, que assustaria a população? E mesmo que sendo acusada de passar por cima das regras, as denúncias que a mídia traz à luz por meio de informações, não mereceriam atenção? 

E de que lado fica o povo, diante dessa guerra que envolve poderes maiores e menores?

Não é momento de tomarmos partido em defesa cega de um governo corrupto que se sustenta com discurso socialista, de igualdade, mas que no fundo seus representantes tornam-se desiguais ao povo, pois tornaram o poder grande fonte de lucros pessoais por meio do tráfico de influência e poder de decisão e persuasão, fazendo uso de horários obrigatórios na televisão e no rádio com o objetivo não de prestar contas, de explicar-se diante das mazelas apresentadas, mas desviando as pessoas, usando a isca certa no momento certo para arrefecer o ânimo daqueles poucos que buscam uma explicação. Também não é prudente tornarmo-nos consumidores de determinada mídia, mas fazer o bom uso da liberdade de ouvir outras opiniões, ler outros editoriais, para que a nossa opinião seja formada de maneira consciente, não sugestionada por interesses escusos. No âmbito da disputa pelo poder, não  há  santos. Todos disputam de maneira demoníaca ocupar seu espaço, pois toda disputa leva a busca de interesses pessoais, o forte sobre o mais fraco, a opressão de uns contra os outros, e nessa luta ganha quem tem raízes mais profundas no sistema que impera e que dita as regras do jogo, ganha aqueles que ampliam seus tentáculos em todas as esferas do poder. Assim pretendem reinar livres, sem oposição, pois com a ampliação de seu poder em todas as esferas, na política, jurídica e ideológica,  elimina-se todos os que se opunham a seus projetos de perpetuação no poder. E o povo é usado apenas como elemento de legitimação para que governantes ascendam em seus cargos por meio do voto, que não é consciente, mas sugestionado por promessas, pela construção de sonhos que levem o povo a acreditar em mudanças e a imaginar um virtual progresso. 

Acautelai-vos quando o interesse do governo é diminuir a importância da informação, mesmo que seja uma denúncia. Toda denúncia deve ser apurada para depois se formalizar a acusação e a defesa. O que ocorre é que a defesa sempre acontece antes da apuração, como se fosse uma barreira de proteção, uma blindagem, que coloca dúvidas quanto ao denunciante, o que sugere que muita coisa pode haver por trás da preocupação do governo em sua tentativa manter uma imagem ‘limpa’ e impoluta diante da opinião pública.   

É preciso deixar a visão apaixonada de partidários. Precisamos usar nossa prerrogativa de cidadãos. E a preocupação contra a manipulação não deve ser do governo, pois quando governo se coloca como vítima, algo mais sério pode estar acontecendo.  Onde  estão  os  caras pintadas? Onde estão os sindicalistas? A grande verdade  é que tanto sindicalistas, quanto caras pintadas eram arregimentados também a serviço de algum poder. Nem sempre as grandes manifestações representam, de  fato , o anseio do povo. São grupos que se organizam  autodenominando-se representantes do povo. 
O governo descobriu que a melhor maneira de calar a oposição, é levar os opositores para o seu lado. E foi isso o que aconteceu. Ele faz isso ‘comprando com dinheiro’ ou oferecendo cargos. O Brasil perdeu a energia combativa por também corromper-se, vendendo seus valores. São corruptos dominantes por corruptos dominados. Quem grita mais é que parece ter razão. Quem detém o poder, parece utilizar todos os meios em sua defesa e é assim que acontece. Mas todo esse sentimento de justiça deve partir de cada indivíduo que reconhece o seu valor nessa intermediação e fazer valer a máxima de que o poder emana do povo.