sexta-feira, 16 de novembro de 2012

VIVA E DEIXE VIVER




No ato de amar, o mais forte protege o mais fraco

Ainda em campanha, o candidato Republicano ao Senado dos Estados Unidos na última eleição Richard Mourdock, deu uma declaração polêmica ao dizer que "gravidez após estupro é vontade de Deus". Ele representa o Estado da Indiana.


Pela linha de pensamento do político, a vida gerada é isenta de culpa ou responsabilidade de um ato criminoso. Ele se referia não ao estupro como sendo algo que deva ser aprovado, nem se tratava de apologia ao crime, mas referiu-se à gravidez. "A vida é um dom de Deus" - afirmou. Nesse caso, (de estupro) o aborto não deveria ser estimulado por campanhas massivas, mas caberá à decisão da gestante pela gravidez. Segundo o pensamento do candidato, a gestação de uma vida é totalmente isenta de culpa, pois trata-se de algo natural. 

Sim. Que papel desempenha o homem ou a mulher na geração de um filho, a não ser pela vontade de Deus? Ao casal cabe apenas o ato sexual e nada mais. A formação e o desenvolvimento de um embrião foge ao controle humano, por isso o direito de posse não o pertence, a não ser o cuidado.  


A POLÊMICA DO ABORTO

Certa vez criei polêmica em sala de aula, ainda no ginasial, quando a professora pediu para fazermos um trabalho sobre "gravidez indesejada". Foi quando perguntei: -Professora, o risco de uma relação sexual não é o engravidamento? - Sim, respondeu ela. Então como podemos afirmar que uma gravidez foi indesejada? Não é de conhecimento esse risco de engravidar?



O assunto gera polêmica em todas as esferas da sociedade porque envolve questões religiosas que defende o princípio da vida em que o homem não teria o direito de interferir, em contraste com a decisão da interrupção da gravidez, muitas vezes levando em conta as condições sociais ou emocionais da grávida, para levá-la adiante.

Movimentos feministas aclamam o direito de a mulher decidir sobre o que fazer com o próprio corpo, especialmente na questão que envolve o aborto.

A Constituição Brasileira já autoriza o aborto em caso de estupro ou má formação do feto, ou quando a gravidez ofereça risco de morte à gestante. Mas para isso, conforme estabelecido, é necessário um pedido formal à justiça.

As recentes discussões no Brasil pela aprovação do aborto tentam sensibilizar a população diante da morte de milhares de grávidas que procuram clínicas clandestinas para interromper a gravidez. Ou seja, toda essa "campanha" procura estabelecer um olhar unilateral, pois leva em conta somente os riscos da gestante em questão de saúde, subtetendo-se a um procedimento arriscado, mas não se faz menção à vida do feto em formação, que é retirado brutalmente do ventre materno sem o poder de decidir, considerado, segundo o olhar humano, uma "monstruosidade".
Só Deus pode gerar vida.

O engravidamento "sem querer", pode ser visto como ato irresponsável, frente ao fácil acesso a métodos contraceptivos que impedem a fecundação após a relação sexual.

O discurso com elevada carga emocional, sensacionalista e populista, neste caso, que chega a criticar o fato de os ricos não serem expostos pois tem dinheiro para pagar e quem não tem recorre ao risco do aborto clandestino, não minimiza o peso da ação, da culpa, nem das consequências que tal ato provoca. Tendo dinheiro ou não, o que está em questão, não são as condições sociais, ou quaisquer outros motivos que venham ser utilizados como argumento para justificar o aborto. O que está em questão é o aborto; o assassinato de uma vida sem chance de defesa.

Em muitos casos, o aborto ocorre em relações em que não há estabilidade emocional, nem vida em comum pelo casamento. O aborto provocado não ocorreria numa relação estável como é o casamento. Ele é praticado em muitos casos, após atos impensados de uma relação relâmpago. Em outros casos, ocorre como uma maneira de adolescentes ocultarem o caso da família, que vêem na gravidez uma ameaça ao seu futuro. A condição de pobreza não pode ser atribuída como um fator determinante para o aborto. O que está em questão é o amor à vida que é um Dom de Deus.



A Revista Veja de 14 anos arás, trouxe reportagem e entrevista com mulheres famosas.  Na maioria dos casos, o relato apresentava as experiências sexuais dessas "estrelas" em sua idade precoce em que não estariam preparadas para a maternidade, segundo o que afirmaram. O ato sexual estava mais relacionado ao prazer, do que ao desejo por filhos. O aborto certamente ocorreu por este motivo e o feto, sem poder de escolha, pagou o preço desse "prazer". Este é o maior sinal do egoísmo humano, quando o próprio interesse justifica até mesmo a prática de atos criminosos, resguardando o "direito" de uns, em detrimento à fragilidade pela defesa de outros que sequer podem clamar a seu  próprio favor. 
O fato de pessoas famosas e de grande influência social terem praticado aborto, não torna legítimo o ato, nem suficiente para torná-lo aceitável, apesar de, em muitas situações, depoimentos de personagens populares ajudarem a mudar a concepção, ideias e até certos costumes de pessoas que vêem nestes alguma base de referência. É natural que os "famosos" exerçam certa influência aos que os consideram, e a exploração da mídia neste sentido, torna-se uma grande arma quando se pretende mudar o pensamento coletivo convergendo-o para uma filosofia de vida, um comportamento e até mesmo a ações.