domingo, 5 de agosto de 2012

PROSPERIDADE É CIRCULANTE


Certa vez ouvia um líder religioso fazendo sua pregação  pelo rádio sugerindo que seus ouvintes seriam tão prósperos quanto Jó e que, como ele, poderiam lavar os pés no leite se entregassem suas ofertas à igreja. E continuava: - “Você poderá ir ao Shopping e comprar a roupa que desejar sem perguntar seu preço; comprará o carro que quiser a vista; morará na casa dos seus sonhos”.
Prosperidade vem de fonte inesgotável

Prosperidade sob a ótica material, sempre sugere a aquisição de coisas e objetos que o dinheiro pode comprar.  É como alguém que deixa de alimentar-se com o trivial só por que ao enriquecer pode pagar por comidas sofisticadas e freqüentar restaurantes de luxo.

Sob a ótica espiritual, prosperidade é circulante, presente nas atitudes e em comportamento desprendido.  Próspero é sempre aquele que pode fazer por si e pelos outros com naturalidade.

Prosperidade ganha real sentido quando é compartilhada.  Uma pessoa próspera, em sua essência, dificilmente será um “acumulador” ou  desenvolverá sentimentos egoístas por posses e aquisições como se fosse um fim em si mesmo.

De fato, vivemos debaixo de sugestionamento social de que uma pessoa bem de vida, deve escolher os melhores restaurantes; vestir roupas de grifes famosas; aprendemos ainda, que uma pessoa próspera deve ostentar o luxo e deixar a modéstia.

Num mundo de comportamento capitalista, consumista e secularizado no qual vivemos, avaliar o que é bom, torna-se um exercício  desafiador entre a escolha da satisfação do ego, ou o abrir mão de princípios ou conceitos que formamos.  Há  um outro elemento forte que toma corpo diante disso, quando a sugestão é que só faremos parte desse grupo, quando agimos, consumimos ou pensamos como a maioria. Até mesmo no campo religioso, muitos são identificados pelo que  comem, pelo que bebem; pelo “grito de guerra”, por sua autodenominação, frases de efeito, etc, algumas acabam virando jargões populares.

Absorvemos padrões criados para exaltar interesses dos que exercem domínio, tanto nas esferas do poder religioso, político, econômico, jurídico e social. Esses padrões determinam a moda, a cultura, os gostos, o estilo de vida, até mesmo a distinção de classes sociais pelo poder de consumo, entre outros.

Somos inclinados a nos satisfazermos mais com as aparências e ostentação desde objetos a status, do que aprofundarmo-nos no conhecimento sobre o que a revelação divina diz a respeito dos desejos humanos, como eles se manifestam e, quais são suas consequências.  Temos inclinação de nos satisfazemos com discursos humanistas a tal ponto, que acabam tomando o lugar da reflexão que eleve o indivíduo ao aperfeiçoamento de suas percepções das coisas que lhes cerca.   

Em todas as esferas do poder, o domínio ocorre pela “escravidão”. Ensinar o caminho significa libertação das amarras convenientes.