sábado, 4 de agosto de 2012

"NÃO AMEIS O MUNDO"


O EGITO MODERNO

A palavra Egito nos reporta a um passado do povo de Deus que foi levado cativo e que sofreu com trabalhos forçados e castigado pelo Faraó. A cultura do Egito, aos poucos, foi sendo incorporada ao comportamento e modo de  agir.  Diz-se que a dança de Miriã acompanhada por um instrumento de percussão, foi uma herança da cultura egípcia.

Quando fazemos parte de um país e participamos como cidadãos, aos poucos, vamos assimilando o que é defendido como valor; gostos, preferências; modas e costumes. Algumas coisas tornam-se tão naturais que são aceitas sem resistência. Os choques ocorrem, quando culturas diferentes são introduzidas em outros países, as quais não fazem parte do senso comum. Mas com o passar do tempo,  tudo  torna-se aceitável, menos resistente e, para as novas gerações, as referências passadas dificilmente ganham espaço. Queremos viver uma vida harmoniosa e confortável. E, nesse ponto, corremos o risco de viver relaxadamente com as questões relacionadas ao papel que a nós foi confiado como o “sal da terra”.

Hoje, com os avanços da tecnologia e a globalização, temos acesso a variadas informações sobre o que desejarmos. Tudo parece ao alcance das mãos. As notícias e acontecimentos chegam praticamente em tempo real.

Mas há culturas antigas que vão se disseminando pelo mundo e passam a ser incorporadas pelas gerações, que nem sempre procuram saber sua finalidade, quem as criou, o que representa na vida de cada indivíduo. Isso não importa, se o que está sendo introduzido, de algum modo é agradável. As coisas vão surgindo. As estratégias de mercado são suficientemente capazes de “vender” suas idéias e conceitos.

O que deve  ficar bem  claro  e  bem  definido, é até que ponto os costumes, a moda, os gostos e preferências interferem em questão de princípio. Mas, existe, até mesmo, sugestionamentos para o  despertar de um novo princípio; um novo caminho; uma nova proposta – levando a muitos, repensarem o que aprenderam no passado.  

Quando levamos esse tema para o campo religioso, precisamos estar atentos sobre as interferências ou influências da cultura secularizada nas igrejas, não somente em questões doutrinárias que se adaptam às sugestões mundanas, mas em todos os âmbitos em que atua institucionalmente.



Os gregos, por exemplo, são autores de muitos costumes incorporados no mundo inteiro. Até os romanos se renderam a certos comportamentos.  Os gregos dominavam as artes plásticas; eram bons escultores; desenvolveram os esportes, a filosofia; as representações teatrais.

Nos esportes, foram os gregos que desenvolveram os Jogos Olímpicos. Aconteciam a cada quatro anos na cidade de Olímpia, na Grécia. Esses jogos foram criados para homenagear  os deuses, principalmente a Zeus (deus dos deuses). Atletas de diversas cidades gregas se reuniam para disputarem esportes como, por exemplo, natação, corrida, arremesso de disco entre outras competições. Os vencedores das Olimpíadas eram recebidos em suas cidades como verdadeiros heróis.

Os gregos valorizavam o corpo humano e suas formas; músculos, vestimentas e adornos, sentimentos e expressões eram retratados pelos escultores gregos. As artes plásticas da Grécia Antiga influenciaram profundamente a arte romana e renascentista.

Os cristãos que seguem a Bíblia,  entendem  que  os ensinamentos de Deus são Universal. As veredas pelas quais a Bíblia orienta para os seguidores de  Cristo adotarem, são as “veredas antigas”. Pela facilidade e tantas opções que surgem diante de nós, é possível que essas “veredas” antigas sejam esquecidas e até mesmo substituídas pela necessidade de popularização, para não parecermos antiquados diante do mundo moderno. Necessitamos parecer “antenados” com a modernidade e vivemos numa perigosa aventura de caminhar em cima do muro. 

Uma grande estratégia  do  inimigo, é criar situações para que se desperte no mundo religioso uma necessidade de se tornar mais flexíveis, pois, difícil é lutar contra as estruturas seculares sem parecerem “radicais” ou fundamentalistas, principalmente quando se utiliza os meios de comunicação de massa. Cria-se a necessidade de ficarem de bem com todos, para que o mundo nos aplauda pela mudança que adotamos e pela flexibilidade e aceitação daquilo que não parece ofensivo; que parece não ser tão mal assim; por uma responsabilidade institucional, a necessidade de negociações políticas e troca de interesses.   


Hoje, vivemos a era do “protestantismo” light. O nome Jesus é usado apenas como elemento agregador, mas seus ensinos são desprezados dando lugar aos desejos humanos. Já não se protesta a nada, porque necessitamos ser simpáticos sob um pretexto equivocado. É preciso mostrar o caminho e retornarmos à vereda antiga. Buscar na revelação Bíblica a orientação para a nossa conduta como seguidores de Cristo na terra.

Até quando não haverá a distinção entre o santo e o profano; até quando dividiremos nossos pensamentos entre dois caminhos? Até quando pretenderemos seguir a dois Senhores?  A amizade do mundo é inimizade contra Deus. Ao sentirmos prazer nas coisas do mundo, precisamos rogar de Deus que coloque em nosso coração o amor por Ele. Se as coisas do mundo são atraentes para nós, que olhemos para a Cruz de Cristo, como a que foi levantada no deserto, capaz de curar a nossa alma.

Como disse o Apóstolo Paulo: “Se ressucitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, não as que são da terra”. (Col. 3)