segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

NÃO CONFIE EM ELOGIOS EXAGERADOS


Isso é  coisa que a gente  está  acostumado a ver e até mesmo vivenciar.  A falta do “trato sincero” é um dos sinais da sociedade bem descrito no livro de Timóteo. É  bem verdade que o respeito às pessoas  é o que todos nós devemos, e isso nos ensina que não devemos sair dizendo tudo o que a gente pensa a respeito de alguém. E não quer dizer também, que devemos tratá-lo de maneira falsa. Há verdades que não precisam ser ditas, pois estas não acrescentariam em nada para a  “ libertação”, para o esclarecimento construtivo.  A função da verdade é “libertar”, é fomentar mudanças, sugerir propostas.

"Um dia, as máscaras caem"

Há também, aqueles que parecem experts no trato dissimulado com as pessoas, tentando agir de modo a conseguir  exatamente o  que querem. E conseguem. Jogam aqui, usam palavras dúbias alí, dão um jeitinho acolá... não dizem tudo o que pretendem e, por fim, acabam escravizando o outro de maneira amistosa. Agem com malícia e praticam a maldade, sem serem notados. Há os  que detém maior poder e, manipulam pessoas como aquelas peças da mesa do jogo de xadrez, até darem o xeque mate. Oh Yeah!!! -  comemoram.  Há os que parecem brincar de deus. Com a “política da boa vizinhança” acabam conseguindo exatamente aquilo que desejam, num verdadeiro jogo planejado.    os  que tem talento para isso e, o pior é quando descobrem que essa fórmula funciona. E é assim que permanecem, fazendo a mesma coisa por muito tempo, sem que se descubra que tudo o que faz, é parte de um jogo bem tramado.  

É impossível julgar as intensões até que elas se
materializem

Esses dias, um cantor e  velho conhecido meu, desabafou: “A coisa pior que existe é descobrir que alguém que diz ser seu amigo, que elogia além da conta, começa a dizer tudo ao contrário quando você não corresponde ao que ele quer”.

As amizades interesseiras sempre existiram. E isso é algo que parece ter se tornado normal, apesar de a gente não aceitar quando nos ocorre. As vezes temos falsos amigos; outras vezes somos como esses amigos. Lembro-me da época de escola, de um colega que fazia muito sucesso com as garotas e dele se aproximavam outros colegas, simplesmente para “ganhar” prestígio. Quando descobrimos que alguém é falso conosco, começamos a tratá-lo da mesma forma, se dependemos dessa convivência. Perdemos a confiança, e, de igual modo, passamos a agir falsamente também como uma reação de auto-proteção. Falsidade gera falsidade. Amigos falsos, dificilmente tem amigos verdadeiros. Não seria precipitado dizer que quem não é confiável, desconfia de todos e, neuroticamente vive como se estivesse se "protegendo" o tempo todo, dando explicações e se auto-afirmando, defendendo-se gratuitamente,  sem ser acusado de nada.  

A diretora comercial da rádio onde iniciei a carreira de radialista, me dizia: “cola com quem pode te ajudar”. Na verdade, nunca consegui praticar isso.   Tive convivência com pessoas influentes, nesses meus 23 anos de profissão como radialista, mas foram relações respeitosas e sem pretensões.  Cada pessoa deve construir seus "méritos", sejam eles profissionais ou sociais. Isso é fruto de trabalho e, para muitos, leva anos ou quase uma vida inteira. Por isso viver à sombra do outro, não parece ser uma atitude justa.

Há uma grande diferença entre interesses recíprocos, do interesse unilateral, que para beneficiar-se utiliza-se de argumentações e comportamentos tendenciosos a seu favor,  para alcançar o objetivo.

Quem já não ouviu os termos: "me adicione que eu te indico; uma mão lava a outra; me apóia que eu te apóio; faça direitinho o combinado para a gente manter a parceria". Parece que a barganha e a "Lei de Gérson",  tornaram-se comumente  praticável. Quem pode mais, dita as regras; o interessado aceita, pressupondo levar alguma vantagem também.  

Mas eu sempre tive desconfiança com quem costuma dizer: “sou teu amigo; olha, todo mundo aqui gosta de você; eu te defendo”, etc.

Isso é coisa que não é necessário ficar declarando gratuitamente. Se alguém é amigo, percebemos com o olho no olho, no dia a dia, com as atitudes.  

No livro de Judas, ele traz um perfil dos  quais considera ímpios, e a respeito desses, diz: “Esses dizem coisas arrogantes, andando segundo suas cobiças; adulando (admirando) os outros por motivos interesseiros. (V16)

O Apóstolo Paulo já havia exortado a igreja sobre o cuidado que devia ter, de não fazer acepção de pessoas.  E exemplificou, por exemplo, se chamassem alguém para um lugar especial, por causa de suas boas roupas, bem vestido e com anel de ouro, e deixasse  o outro  pobre, mal vestido em lugar inapropriado, assim ocorreria a distinção, a acepção, a discriminação (Tiago 2:2)


Quem olhará ao pobre desprezado?


Mas não é isso que naturalmente vemos em nossos dias? Numa mesma comunidade, há tratamentos distintos, mesmo no âmbito religioso. Há até os que exigem ser tratados com distinção. Não comem da mesma comida, não se assentam na mesma mesa.  São capazes  de pisar nos mais pobres, para não interferirem em seus negócios, enquanto que ao rico, promove festas, honras e ovações.  

Essa é a nossa natureza pecaminosa, interesseira, discriminatória. Mas a orientação bíblica para os que se entregaram a Jesus, é não praticar a impiedade, mas que sejamos piedosos uns com os outros na unidade da fé.